Carreiras: júnior, pleno ou sênior. Você sabe lidar com essa classificação?

 SÃO PAULO – Júnior, pleno ou sênior? Com certa razão, alguns  profissionais ficam em dúvida em relação a esse tipo de classificação. Você sabe o que cada um desses estágios representa e como as empresas estabelecem os seus critérios para definir quem é quem?

De acordo com o diretor da Bazz Estratégia e Operação de RH, Celso Bazzola, a confusão em relação às categorias é justificável, pois cada empresa tem suas exigências específicas para definir se um profissional é júnior, pleno ou sênior. Esse tipo de classificação serve, basicamente, para estabelecer um plano de carreira. Ou seja, se você entra como analista júnior, o próximo passo será pleno e, depois, sênior. Apesar de as empresas terem seus próprios critérios para colocar os profissionais em determinada categoria, existem alguns padrões “universais”, conforme explica a  consultora de carreira da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Tatiana Ferrentini.
 
Tatiana diz que um analista júnior “é aquele profissional recém-formado, sem capacidade gerencial e fraca visão do todo”. A consultora de carreira Tatiana Benite ainda complementa dizendo que, normalmente, esse profissional tem experiências anteriores apenas como estagiário.
Já o analista pleno tem uma capacidade maior de  gerenciamento e, principalmente, já pode tomar algumas decisões. “Mas sempre com o respaldo do gestor”, diz Benite. Comandar pessoas e tomar algumas decisões serão os pontos principais que vão diferenciar um analista júnior de um pleno.
No caso do analista sênior, explica Benite, “ele já tem no mínimo uma pós-graduação e já exerce um cargo de liderança. Tem experiência em gerir processos e pessoas e geralmente toma decisões sem o aval do gestor”.
 
Bazzola resume dizendo que o analista júnior não tem grande  experiência em  determinada função e seu conhecimento técnico é pequeno. Já o pleno é aquele profissional que está prestes a se tornar um líder e tem mais de 3 anos de experiência em uma determinada função, e o sênior, por sua vez, tem uma equipe abaixo dele e cerca de 5 anos de experiência.
 
E no currículo?
 
Já que as empresas não têm essa classificação tão  padronizada, você sabe como colocar essa informação no currículo e, além disso, sabe para quais vagas deve se candidatar? Benite explica que os profissionais não precisam se preocupar em colocar esse tipo de informação no  currículo, porque quem vai definir em qual cargo ele se encaixa melhor é a empresa.
 
Na prática, ao colocar suas funções anteriores e sua experiência  no currículo, você já está fornecendo as informações necessárias para a empresa  definir em qual categoria você se encaixa. Portanto, no objetivo, basta dizer, por exemplo, que deseja o cargo de analista.
Em relação às vagas, a consultora explica que as empresas já dizem que tipo de candidato estão buscando. Por exemplo, mais do que dizer que estão procurando um analista pleno, elas estabelecem os pré-requisitos, ou seja,  quanto tempo de experiência o profissional precisa ter, o grau de escolaridade e o nível de inglês.
 
Dessa forma, mesmo que um profissional seja um analista júnior em determinada empresa, ele pode se candidatar a uma vaga de analista pleno em outra, caso suas competências, habilidades e experiência se encaixem com a descrição da vaga.
 
Plano de carreira 
 
Por fim, vale pontuar que, se o profissional for um analista pleno em uma pequena empresa, ele pode considerar concorrer a uma vaga de analista júnior em uma multinacional,  por exemplo, sem que isso configure, necessariamente, um retrocesso na carreira.  Isso porque as exigências de uma multinacional podem ser mais rígidas do que as de uma empresa menor. Inclusive o salário pode ser maior. Bazzola explica que o candidato deve avaliar todo o conjunto e não apenas a descrição do cargo.
Na prática, é importante considerar a descrição da  vaga, o  plano de carreira, o  salário, as atividades que serão 
exercidas, e não apenas se é uma oportunidade para júnior, pleno ou sênior.
 
Por: Viviam Klanfer Nunes

 

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