Pesquisa e reflexão são essenciais para os jovens no início da carreira

Uma das principais preocupações de um jovem que está terminando o Ensino Médio é o seu futuro profissional. Enquanto, para alguns, a escolha de uma carreira não é nenhum mistério, para outros, a decisão parece um verdadeiro pesadelo. As dúvidas sobre que área seguir envolvem questões de autoconhecimento, apreensões com o mercado de trabalho, pressão dos pais e, até mesmo, preocupações com a competitividade no vestibular. Por isso, na tentativa de ajudar a compreender melhor esta fase da vida, durante todo o mês de abril, o Globo Cidadania vai abordar questões relacionadas à juventude.

Para o psicólogo e coordenador do Serviço de Orientação Profissional da Universidade Federal da Bahia, Jorge Luiz Sales, o primeiro ponto em que o jovem indeciso deve focar é o seu projeto de vida. “Para além do mercado de trabalho ou da empregabilidade, o jovem deve levar em consideração a questão de como a carreira escolhida se encaixa no seu projeto de vida”, defende. Segundo ele, ao ponderar as expectativas sobre o seu futuro, este jovem começa a caminhar para uma escolha profissional satisfatória. Jorge Luiz acredita que o mercado de trabalho é um critério fantasioso e que, por isso, não deve ser determinante. “O mercado se altera com grande rapidez. Uma boa remuneração não está relacionada com uma atividade específica, mas, sim, com a ambição e determinação”, comenta.

Os interesses por áreas de conhecimento específico são, também, critérios bastante usados durante a escolha profissional. Preferências por ciências exatas, humanas ou biológicas ajudam os estudantes a orientarem suas pesquisas diante da diversa possibilidade de carreiras que o mercado apresenta. Para Jorge Luiz, é, também, necessário que o jovem vá a campo conhecer melhor os cursos e profissões que lhe parecem mais interessantes. Boas oportunidades para isso são as feiras de profissões, geralmente promovidas por universidades e centros de apoio ao estudante.

O projeto Conhecendo a UFRJ, promovido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2004, é um exemplo bem-sucedido de uma dessas feiras profissionais. De acordo com a superintendente acadêmica de extensão da universidade, Ana Inês Sousa, o evento oferece um panorama geral de todos os cursos oferecidos na instituição através de palestras, oficinas e tendas que promovem o contato dos alunos com os universitários. A importância desse tipo de evento é evidenciada pelo número de alunos que se inscrevem para participar. Em 2012, foram 20 mil estudantes de Ensino Médio inscritos e 12 mil contemplados. Para Ana Inês, a resposta para tanta procura está na insegurança do jovem no momento da escolha profissional. “Os alunos entram cada vez mais novos na faculdade, em uma fase em que escolher uma profissão é muito difícil. Nesse momento, até mesmo uma palestra pode contribuir para facilitar essa decisão. Além de mostrar para os alunos a diversidade de curso que oferecemos. Na feira, eles conhecem profissões que nem sabiam que existiam”, afirma.

Se mesmo depois de seguir estas dicas o estudante não conseguir optar por uma carreira, o serviço de orientação profissional pode ser uma boa alternativa para dar um fim à indecisão. Porém, o coordenador do Serviço de Orientação Profissional da UFBA alerta que as respostas às dúvidas virão do próprio aluno. “O serviço de orientação profissional não pretende culminar em uma revelação, mas, sim, em um efeito de reflexão. Isso vai incentivar que o jovem faça a sua escolha de forma tranquila e consciente”, afirma.  Jorge ressalta que a orientação profissional é importante, também, para desmistificar certos paradigmas, como a ideia de que a perspectiva de remuneração é um fator muito importante ou que essa será uma escolha para a vida toda.

A busca pelo estágio

Além do desafio da escolha profissional e do vestibular, muitos jovens vivem, ainda no Ensino Médio, o processo de busca pelo primeiro estágio. Quando e onde procurar? Em que empresa trabalhar? Como criar um currículo competitivo mesmo sem ter experiência? Essas são questões recorrentes na vida de estudantes que fazem um curso técnico ou que já estão na faculdade.

Para Celso Bazzola, consultor especialista em Recursos Humanos, assim que o jovem sentir que possui conhecimento e maturidade suficientes para assumir o compromisso de um estágio, ele deve se arriscar. “Quanto antes o jovem se lançar no mercado, maior possibilidade terá de unir teoria e prática, o que dará uma visão mais ampla de mercado e resultado. Isto significa que se tornará experiente em um tempo menor que seus concorrentes”, afirma. Experiente no assunto, Celso dá algumas dicas importantes para quem está interessado em começar a estagiar de forma competitiva e responsável:

• Realizar pesquisa sobre sua futura profissão, seu posicionamento no mercado em relação a vagas, remuneração ou bolsa;

• Buscar o estágio em uma empresa que poderá dar continuidade ao seu aprendizado acadêmico, isto é, campo de crescimento. Empresa que tenha como política o desenvolvimento de jovens profissionais, evitando que seja utilizado apenas para suprir necessidades operacionais;

• Preparar o currículo de forma organizada, sem erros ortográficos, contendo informações verdadeiras. Quando não tiver experiência, focar em seu perfil de desafio e projetos acadêmicos;

• Cursos extracurriculares, trabalho voluntário e objetivos profissionais contribuem para tornar o currículo mais competitivo;

• Não exigir o valor da bolsa superior ao de mercado e ao que seu conhecimento possa merecer.

 

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